Toda Palavra - cortesia - versão digital Toda Palavra - Número 37

Ópera-rock sobe o palco Luiz Antônio Mello informa nas Palavras Culturais que a versão para teatro da pri- meira ópera rock da história, “Tommy”, do The Who, estreia em março no Rio. Página 12 Um jornal JAN.2019 Ano IV Nº 37 R$ 3,00 Pela adoção do Português como língua ofi cial da ONU — Circulação mensal — 1ª edição fechada em 10/01/2019 MP traça a rota da propina "Rascunhos" chegavam a Rodrigo após encontros no Rio e em Niterói Um aparelho celular, apreendido pela Operação Lava-Jato, com Mar- celo Traça, ex-presidente do Setrerj, possibilitou a Polícia e o Ministério Público estabelecerem o que clas- sifi cam como a rota da propina do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. No aparelho, através de mensagens em um aplicativo, o chefe da admi- nistração municipal e seu ex-secre- tário, Domício Marcarenhas, marca- vam encontros com empresários de ônibus, tanto em restaurantes sofi s- ticados, como em locais inusitados, como postos de gasolina e mesmo um Ciep nas proximidades de um motel. Páginas 5 a 7 N OSSAS PALAVRAS : Palavras do Mês - Apio Gomes E agora, José? Nacionais - Vanderlei Borges ANPG denuncia censura Literárias - José Messias Xavier Um gigante entre as nações Sindicais - José Juvino da Silva Sem Ministério, sem trabalho De Cidadania - José Freitas Neto O Direito e a BNCC Outras Palavras Livros para a lusofonia P ALAVRAS DE OPINIÃO : Antonio Puhl Façamos a nossa parte Waldeck Carneiro Crônica de um governo em azul e rosa Segundo o MP, vários locais eram usados para entregar a propina das empresas de ônibus para Ro- drigo Neves. Nas fotos (em sentido horário) alguns deles: restaurante Da Brambini, sede do Setrerj na Alameda São Boaventura, posto Shell da Av. Jansen de Melo, restaurante Fasano e lanchonete Fyfties, no Plaza Shopping A engenharia política que pode manter Bagueira como prefeito Luiz Augusto Erthal Em sua edição de dezembro o jor- nal TODA PALAVRA dedicou várias páginas, como não poderia ser dife- rente, à notícia que deixou perplexa a população de Niterói: a prisão do seu prefeito, acusado pelo Ministério Pú- blico estadual de montar, junto com empresários de ônibus do município, um grande esquema de corrupção que teria desviado dos cofres públi- cos mais de R$ 10 milhões. Embora não fosse surpresa para o jornal que Rodrigo Neves estivesse sob investigação da Polícia Federal desde 2016, a prisão veio de onde não era esperada - das autoridades estaduais, como um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Ja- neiro. Mas, apesar do clima de cons- ternação que tomou conta da cidade, o meio político percebeu rapidamente que a prisão era fato consumado e de difícil reversão, tratando de pensar de forma pragmática na sucessão. De fato, Rodrigo teria, dias depois, o seu pedido de habeas corpus negado pelo STF e, mesmo que fosse solto, ele não poderia voltar a ocupar a cadeira de prefeito. A ordem judicial determi- nava não só a prisão, mas também o seu afastamento do cargo. Imediatamente após a prisão um grupo minoritário de vereadores passou a defender o impeachment do prefeito, proposta de difícil acei- tação por parte da majoritária ban- cada governista. Outra possibilidade seria fazer prevalecer o dispositivo previsto na Lei Orgânica de decla- ração da vacância do cargo em caso de afastamento do prefeito do muni- cípio por mais de 15 dias sem prévia autorização da Câmara Municipal. (Continua na página 7) Trabalhadores da Enel têm estresse igual ao de policiais Pesquia da UFF mostra a situação de risco do trabalho em áreas dominadas pelo crime Pesquisa feita a partir de entre- vistas com funcionários que atuam em territórios de domínio armado, em São Gonçalo e Duque de Caxias, permite afi rmar que as difi culdades e riscos enfrentados por trabalhadores das distribuidoras de energia e de ou- tros serviços são iguais nas demais regiões do estado. A venda de drogas e de segurança por parte de trafi can- tes e/ou milicianos se tornou quase secundária, frente ao mercado ilegal que controlam e que está no centro da disputa. Páginas 3 e 4