Riscos que nos ameaçam PD50 - Page 93

ao ano, em janeiro. No mesmo período, a taxa média para as famí- lias passou para 55,8% ao ano. A taxa média para as empresas também subiu e passou para 22,3% ao ano. O peso dos juros está presente, disfarçado, sobre o cotidiano de qualquer cidadão, desde tomar um cafezinho, consequências das taxas altíssimas, que não permitem o dono do estabeleci- mento fazer financiamento para comprar uma máquina nova, aumentar a produção e contratar mais gente. Ao abrir o armário para escolher uma roupa, lá estão os juros embutidos no preço pago por cada uma das peças. O brasileiro é achatado em qual- quer estabelecimento comercial, pelo tamanho dos juros ou em um empréstimo que se transforma em uma dívida impagável. O custo elevado para o cidadão torna ainda mais intransponí- vel a linha que separa ricos e pobres. Esta difícil situação também é inaceitável para o pequeno e o microempresário, justamente os que mais necessitam de crédito para sobreviver. Desenvolvimento A redução estrutural e sustentável do custo de crédito (taxas de juros) é o ponto principal do conjunto de reformas microeconô- micas, contribuindo para o crescimento da eficiência e produtivi- dade da economia. Os principais componentes dos spreads bancários em desta- que na decomposição são: • Custo administrativo dos bancos; • As taxas de inadimplência; • Os impostos diretos; • As taxas de recolhimento compulsório, o subsídio cruzado, encargos fiscais e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC); • Margem líquida ou lucro dos bancos. Acrescentando outros determinantes que atingem o nível dos spreads bancários, trata-se das condições macroeconômicas que resultam do nível da taxa básica de juros, a concentração bancária, insegurança jurídica e [YXpꛘXHYXp\[B^Xp۝]˂YܛX\ZXܛX۰ZX\ŽL