Riscos que nos ameaçam PD50 - Page 92

distantes de países capazes de obter um melhor ambiente de negócios e também da grandeza de espaço para alcançarmos ganhos de competitividade através de reforma microeconômica, buscando aprimorar o ambiente de negócios e incentivando o empreendedorismo. As dificuldades encontradas pelos empreendedores no país são diversas: tributárias, de financiamento, infraestrutura, comércio exterior, inovação e investimentos, na busca da produti- vidade e de redução do Custo Brasil. Um assunto que tem chamado atenção do Banco Central são os spreads bancários, ou seja, a diferença entre o que os bancos pagam na captação de recursos e o quanto eles cobram ao conce- der um empréstimo para a pessoa física ou jurídica, que são desproporcionalmente elevados no Brasil em comparação a qual- quer padrão internacional. Segundo dados do Banco Mundial, o spread brasileiro é o 2º maior do mundo e sete vezes maior que a média do mundo (5,47%). É fundamental um programa de incen- tivo à adimplência e aplicação de garantias, promovendo a dimi- nuição dos custos administrativos e incentivando a concorrência. No cheque especial é onde se cometem os maiores erros, sempre em favor dos bancos, que fazem o jogo de estica e puxa no limite do cheque especial, manipulam os números condu- zindo o consumidor para uma dívida impagável, com a aplicação de juros abusivos que passam de 400% ao ano. Imagine uma dívida de R$ 10 mil no cheque especial. Em apenas 12 meses, ela se multiplica em 6 vezes, ou seja passa a ser de R$ 60 mil. Esta abusividade precisa ter fim. Diante deste absurdo, há vários casos em que os consumidores conseguem reduzir a dívida em até 90% do saldo devedor. A taxa de juros do cheque especial cresceu em janeiro e chegou a 324,7%, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. Ainda de acordo com o BC, a taxa de juros do rotativo regular do cartão de crédito, voltada aos consumidores que pagaram o valor mínimo da fatura, chegou a 241% ao ano, em janeiro. O crédito rotativo não regular, destinado aos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura, entre dezembro e janeiro, chegou a 387,1% ao ano. Em janeiro de 2017, ela estava em 541,5% ao ano. Com isso, a taxa média na modalidade de crédito – regular e não regular – ficou em 327,9% ao ano. A taxa do crédito parcelado aumentou, chegando a 171,5% 90 Alexandre Pereira Silva