Riscos que nos ameaçam PD50 - Page 85

general presidente Castelo Branco adotou o PAEG 5 sob a coorde- nação de Roberto Campos e Otavio G. de Bulhões, discípulos de Gudin. O plano concentrou-se em reformas institucionais que desenharam o arcabouço regulatório da economia brasileira moderna e um novo sistema financeiro. A abertura da economia, as privatizações e o Plano Real, nos governos Collor, Itamar Franco e FHC 6 avançaram na direção de políticas transversais e desmontaram os principais instrumentos de intervenção gover- namental criados para induzir a substituição de importações. A estratégia da Integração Competitiva lançada pelo BNDES, em 1986, 7 e a PICE 8 lançada no governo Collor, em 1990, tiveram alcance limitado com avanços pontuais importantes como o início das privatizações, o fim da reserva de mercado na informática e a abertura comercial, mas não lograram seu intento de fazer uma “nova política industrial” capaz de ser articuladora de um ativismo governamental sem o voluntarismo e o intervencionismo exten- sivo das épocas áureas da substituição de importações. Tratava-se agora de perseguir um novo objetivo: o crescimento econômico pela conquista de competitividade no mercado global, entendida como sendo a capacidade de produzir produtos e servi- ços com padrões internacionais de preço e qualidade. A criação do Ministério do Desenvolvimento, no segundo governo FHC, tendo Luiz Carlos Mendonça de Barros como ministro, foi outra tentativa de organizar um ativismo governamental moderno, que fosse desenvolvimentista mas sem ter a substituição de importa- ções, como estratégia, nem o voluntarismo estatal, como método. Sua atuação foi periférica e a saída do ministro foi vista como um funeral da política industrial, sempre tratada com muita descon- fiança pela equipe econômica completamente dedicada à estabili- zação da moeda que claramente ainda não estava consolidada. O Programa Nacional de Desestatização (PND) foi a iniciativa mais abrangente em termos de decisões de governo, com impacto 5 Jennifer Hermann. Reformas, endividamento externo e o “milagre” econômico. Em Economia Brasileira Contemporânea. Organizado por Fabio Giambiagi, André Villela, Lavínia Barros de Castro e Jennifer Hermann. Campus Elsevier, 2004. 6 Edmar Bacha. Década de 1990. Em Economia Brasileira: Notas breves s ؜B\0XY\H NMH ]Y[[ܘ]] [H]p\]X[Y[Y[ H[[\[\\[\ˈ[Yܘp\]]]HH[Z[Y[\]0KBXTˈ[H]\HT^[XH NNM H\]^\\Z\H0]XH[\X[HHp\[^\[܋ܝ\XHQQ͍KH H[H NNLp\[ٚXX[H[p NNL \H[\[XH0]XH[\X[۝[\ܰ蛙XB