Riscos que nos ameaçam PD50 - Page 170

Jacob Zuma ficou ca lado , nada disse ao chegar à sua governança do país mais rico e mais importante na Áfri ca austral .
O xadrez sul-africano é de um de safio para a África , que muda para manter o gosto das elites políticas locais e da reparti ção das grandes riquezas em alianças com a economia mundial . Não se vê criação social nova pós-Mandela e projetos voltados para a grande população de um país tão rico cul turalmente e cheio de ideias , no sul do conti nente africano .
À África do Sul , não faltaram conselhos de Mandela para a modernização social e a di mensão humana do continente africano . Mas temos ainda uma administração desin teressante , que se observa nos últimos anos . Difícil saber quais são todas as raposas . Eleito pelo parlamento sul-africano para su ceder o governante corrupto Jacob Zuma , o empresário Cyril Ramaphosa emerge na po lítica sul-africana . Ramaphosa será o novo velho . Embora os partidos de oposição não tenham participado da sessão do parlamen to , o sucesso da vitória do novo líder tem o cheiro da velha raposa advinda dos sindica tos corruptos da África do Sul .
Os movimentos de transformação dessas elites africanas , cada vez mais egoístas , es peram barrar a desilusão das populações sem água para beber e arrumar as casas dos pobres na África do Sul . A seca ainda castiga grande parte de cidades desse país . Faltam escolas para a formação e a inserção da ci dadania que se exibe no país mais rico do continente africano . Mas isso não está fácil de ser feito pela política personalista e pela corrupção institucional .
Um terceiro caso exemplar e final é An gola . País que fala nossa língua e faz a liga ção das interações atlânticas que vêm da história , em enlaces com os destinos do nosso país , de uma experiência comum . Essas historicidades mais próximas desde a independência de Angola também suge riam mais proposições na praça atlântica com o Brasil .
Os estudiosos voltados para os africanos anotavam que as passagens de caudilhos africanos para novos governan tes não eram apenas o caminhar dos velhos donos da África . Essa característica não é apenas africana , mas lá é regra .
168 José Flávio Sombra Saraiva
Jacob Zuma ficou ca­lado, nada disse ao chegar à sua governança do país mais rico e mais importante na Áfri­ca austral. O xadrez sul-africano é de um de­safio para a África, que muda para manter o gosto das elites políticas locais e da reparti­ção das grandes riquezas em alianças com a economia mundial. Não se vê criação social nova pós-Mandela e projetos voltados para a grande população de um país tão rico cul­t uralmente e cheio de ideias, no sul do conti­nente africano. À África do Sul, não faltaram conselhos de Mandela para a modernização social e a di­mensão humana do continente afri- cano. Mas temos ainda uma administração desin­teressante, que se observa nos últimos anos. Difícil saber quais são todas as raposas. Eleito pelo parlamento sul-africano para su­ ceder o governante corrupto Jacob Zuma, o empresário Cyril Rama- phosa emerge na po­lítica sul-africana. Ramaphosa será o novo velho. Embora os partidos de oposição não tenham participado da sessão do parlamen­to, o sucesso da vitória do novo líder tem o cheiro da velha raposa advinda dos sindica­tos corruptos da África do Sul. Os movimentos de transformação dessas elites africanas, cada vez mais egoístas, es­peram barrar a desilusão das populações sem água para beber e arrumar as casas dos pobres na África do Sul. A seca ainda castiga grande parte de cidades desse país. Faltam escolas para a formação e a inserção da ci­dadania que se exibe no país mais rico do continente africano. Mas isso não está fácil de ser feito pela política personalista e pela corrupção institucional. Um terceiro caso exemplar e final é An­gola. País que fala nossa língua e faz a liga­ção das interações atlânticas que vêm da histó- ria, em enlaces com os destinos do nosso país, de uma experiên- cia comum. Essas historicidades mais próximas desde a indepen- dência de Angola também suge­r iam mais proposições na praça atlântica com o Brasil. Os estudiosos volta \HYX[[][H]YH\œ\Y[H]Y[YX[\Hݛݙ\[B\™\[H\[\[Z[\[ۛH0YXK\H\XB\\XH0H\[\YX[KX\0H0HYܘKMH0][XH\Z]