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ARTIGO Pensemos desde já no “day after” da intervenção Mário Martins A intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janei- ro era, infelizmente, inevitável. Com os cofres vazios, o Estado não estava mais conseguindo dar à população o mínimo de sensação de segurança para que ela pudesse sair às ruas com tranquilidade para trabalhar ou se divertir. O medo tomou conta de todos. Assaltos, arras- tões, tiroteios a qualquer hora do dia fa- zem com que as pessoas evitem sair de casa por não se sentirem seguras em razão das balas perdidas. É importante salientar, no entanto, que tal estado de coisas não é culpa de nossas polícias, que apesar da precari- edade dos equipamentos em razão da falta de recursos, em nenhum momen- to se furtou em cumprir com bravura seu cada vez mais difícil dever. A intervenção foi, então, decretada trazendo um certo alívio para a popula- ção. Mas, o decreto presidencial em si, não resolverá o gravíssimo problema da violência que hoje o Estado do Rio de Janeiro está enfrentando. É preciso que este período de “tré- gua” que deverá existir enquanto as Forças Armadas estiverem nas ruas, seja muito bem aproveitado com a rea- lização de estudos para a elaboração de estratégias e confecção de um efi- ciente planejamento de ação para quando a intervenção for suspensa. E, é nisso que temos que pensar, ou seja, no depois da intervenção. Sabe- mos que tal procedimento é uma medi- da emergencial, adotada em casos ex- tremos, que não se eternizará. Vivemos numa federação democrática onde os estados têm autonomia administrativa, devendo tirar de seus cofres os recur- sos necessários para a manutenção dos serviços essenciais, e a Segurança Pú- blica é um deles. Já tivemos experiências recentes em que as Forças Armadas, embora de maneira não intervencionista, atuou jun- 6 REVISTA SEGURANÇA PRIVADA tamente com nossas polícias no com- bate ao tráfico e à criminalidade. Os re- sultados, lamentavelmente, não foram dos melhores. Apesar da sensação de segurança ter aumentado e os índices de criminalidade diminuído durante a permanência das Forças Armadas nas ruas, a violência voltou logo que elas retornaram aos quartéis. Disso podemos concluir que não adianta colocar o Exército nas ruas sem que haja por trás um planejamento es- tratégico para ser posto em prática ime- diatamente quando de sua retirada. Quantas vidas ainda terão que ser ceifadas para que a reforma do Código Penal seja aprovada com a necessária urgência? Que é preciso que nossas polícias sejam equipadas e treinadas e que o combate à violência seja feito com in- teligência, todos sabem. Mas, para isso são necessários recursos e inves- timentos. Não adianta dizer que é pre- ciso combater a criminalidade com in- teligência se os policiais que estão na linha de frente não têm armamentos, equipamentos e nem carros e viatu- ras em condições de enfrentar bandi- dos fortemente armados e dispostos a tudo. Nos 62f,:v2&F2R76<;VƖ677VVV6WW2VЦG&2W762WG&VVFR6RЧFVFW2&G&:v"2FR6&ЧFW2FVƖvVFW22 :&V66F 2vVFW2ƖFRg&VFR6ЦF:|;VW2&WV7WL:2 8&V66VRW7FFRW6vfW&fRЦFW&WFVFV&6VwW&:v ;&Ɩ66:fFFVV'FvV&Ɩ6FVF:|:676FW7FfЧFFR&V7W'62fVF2&62ЧFf2VRWf&<:&&VG&RVF"FV֗7<:6F6&vFP6V7&WL:&FR6VwW&:v ;&Ɩ6FW7FFF&FRV&VV :Ц6VR:fW'F&WfVF60VRW7F2ffVFRFR6RЧL:6VW7F:fV6WF"FR6RЦwW&:v ;&Ɩ6&VG&R6RfRFR :0R:62FF2WFVFR"6W6FfFFR&V7W'62&66"VЧ,:F6FF22:|;VW2VRVf2" :VR6:FFP&VG&R:66RFWR6VFR"766RfFFR&V7W'62f6W6&Ц6W7F&WG&2fF&W26W7<;2Ч&22wVVFRw&fW26&VWf:6FR76Vv6:|:6RЦ 86VL:fV"WVVR&WFVR&Wl:&Vf&F76<;6FvV2#3b#"W7FVG&֗FF:6V226w&W2Ч666VVW'7V7FfFP&f:|:6VV :f:6VR<;0fVVF":2VF2fF06VFW2FFW,:6VR6W"6VfЦF2&VRW7FR&WFvR&Ц&FFRRW&|:6VRW&V6R&7V&f:|:6'FF"2w&F&VR2Ч66W6"2w2R2V2FRЦV7GV2&Vf&F76<;6FvV6Rf&W66L:fV&VR6P76&WV"V662Vf6W2RRЦv2&6&FW"6Vf6:6V6W7<:&FFRf:6VRFЦR6FFW7FFF&FRV&RfV6R7G&F77W7FF&VЧFR"FF:2:&'F0F&WF"WV7WFfF4DU5$