Revista LiteraLivre Revista LiteraLivre 9ª edição | Page 44

LiteraLivre nº 9 – Maio/Jun de 2018 Babel Atlas Hutton São Paulo/SP A chama perdeu a cor, os infernos viraram mitologias, e a poesia é muda e fala com boca póstuma, e em algum lugar do céu de ferro; com as estrelas parecendo olhos mortos; a sociedade continua se locomovendo. No verso do inverso: a asa da alma e os anéis de Saturno, alices descendo pelas maravilhas e tocas; o sofrimento escrito nas multidões, poemas de poucos e audiência de surdos; tantos querendo ser singular, e muito plural morto. No inverso do verso: as pessoas continuam chovendo, eu continuo procurando cores, mas essa sociedade cinza... continuo sem lápis de cor gigante e os arranha-céus criando úlcera em Deus. A ausência da presença: que está escorrendo pelas paredes, de um sonho que não pode respirar em sua dura realidade a confusão em massa que alimenta os cegos, serve agora para definir nossa sociedade fria. https://www.facebook.com/Atlashutton 39