Na sequência do que afirmamos em documentos de gestão anteriores , o triénio 2012-2014 caracterizou-se pela incerteza e por dificuldades económicas vivenciadas por uma grande parte da população portuguesa decorrentes da crise em que o país começou a sentir no ano de 2007 e que se agravou posteriormente . Pese embora o esforço para cumprir o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro ( PAEF ) tenha permitido que Portugal deixasse de estar sujeito à “ Troika ”, o facto é que os efeitos da crise e das medidas de reajustamento tiveram grande impacto em muitas famílias , empresas e instituições , gerando um considerável aumento do desemprego , o agravamento da carga fiscal , a diminuição do poder de compra , o aumento da pobreza e outras situações de exclusão social .
Tal situação foi porém atenuada graças à intervenção de instituições da economia social e solidária , grupo de entidades ao qual a Cáritas Diocesana de Coimbra pertence , mediante um aumento das ações de apoio social a pessoas carenciadas , doentes ou com dificuldades pontuais , suportadas pelos apoios concedidos pelo Estado ( acordos de cooperação e programas ) e por recursos que conseguiram angariar através da recolha de donativos , proveitos resultantes da implementação de medidas de melhoria de gestão interna e de redução de custos de funcionamento dessas entidades . Em muitos casos , estas instituições da economia social e solidária foram ainda ocasião para integrar pessoas ao abrigo de medidas de empregabilidade , permitindo-lhes que adquirissem e / ou desenvolvessem competências profissionais e pessoais , ajudando a manter a sua dignidade enquanto elementos ativos e participantes da sociedade , contribuindo para a abertura de novas oportunidades de emprego nessas ou noutras entidades .
Perspetivando tais dificuldades , a Direção da Cáritas de Coimbra que cessou o seu mandato no dia 6 de janeiro de 2015 , gizou um Plano Estratégico de Ação para o triénio 2012-2014 , focado essencialmente na sua missão e nos utentes , evidenciando também grande preocupação com a sustentabilidade futura . Esse documento foi operacionalizado nos sucessivos planos de ação anuais e respetivos orçamentos , sendo as ações , projetos , investimentos , rendimentos e gastos monitorizados de modo regular , tendo por base as orientações estratégicas estabelecidas e o contexto do país em cada momento .
Em termos de resultados , além de terem sido mantidas as respostas sociais e os serviços prestados anteriormente , ao longo do triénio houve um incremento de serviços e utentes nas respostas sociais , uma melhoria dos serviços prestados e das condições de atendimento dos utentes , tendo sido possível investir em novos equipamentos sociais e na requalificação dos existentes , na modernização de máquinas , equipamentos e frota , na formação profissional e pessoal dos colaboradores , tendo também aumentado o número médio de colaboradores . O índice de sustentabilidade financeira no final deste triénio é também superior e existem diversas evidências relacionadas com a reestruturação da gestão organizacional , descritas no Relatórios de Atividades e Contas , que indiciam um funcionamento mais eficiente e rigoroso que favorecem a sustentabilidade e o bom funcionamento da Instituição de acordo com a sua missão e valores .
Assim , os resultados do ano de 2014 “ encerram ” um ciclo de gestão que podemos afirmar positivo , no qual a Direção e os colaboradores , em conjunto , souberam transformar em oportunidades as dificuldades inerentes à crise económica e financeira do país . Tais resultados não podem , porém , ser interpretados de modo isolado pois fazem parte de uma
Relatório de Avaliação e Contas ’ 2014 3
APROVAÇÃO PELA DIREÇÃO
Na sequência do que afirmamos em documentos de gestão anteriores, o triénio 2012-2014
caracterizou-se pela incerteza e por dificuldades económicas vivenciadas por uma grande
parte da população portuguesa decorrentes da crise em que o país começou a sentir no ano
de 2007 e que se agravou posteriormente. Pese embora o esforço para cumprir o Programa de
Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) tenha permitido que Portugal deixasse de estar
sujeito à “Troika”, o facto é que os efeitos da crise e das medidas de reajustamento tiveram
grande impacto em muitas famílias, empresas e instituições, gerando um considerável
aumento do desemprego, o agravamento da carga fiscal, a diminuição do poder de compra, o
aumento da pobreza e outras situações de exclusão social.
Tal situação foi porém atenuada graças à intervenção de instituições da economia social e
solidária, grupo de entidades ao qual a Cáritas Diocesana de Coimbra pertence, mediante um
aumento das ações de apoio social a pessoas carenciadas, doentes ou com dificuldades
pontuais, suportadas pelos apoios concedidos pelo Estado (acordos de cooperação e
programas) e por recursos que conseguiram angariar através da recolha de donativos,
proveitos resultantes da implementação de medidas de melhoria de gestão interna e de
redução de custos de funcionamento dessas entidades. Em muitos casos, estas instituições da
economia social e solidária foram ainda ocasião para integrar pessoas ao abrigo de medidas
de empregabilidade, permitindo-lhes que adquirissem e/ou desenvolvessem competências
profissionais e pessoais, ajudando a manter a sua dignidade enquanto elementos ativos e
participantes da sociedade, contribuindo para a abertura de novas oportunidades de emprego
nessas ou noutras entidades.
Perspetivando tais dificuldades, a Direção da Cáritas de Coimbra que cessou o seu mandato no
dia 6 de janeiro de 2015, gizou um Plano Estratégico de Ação para o triénio 2012-2014, focado
essencialmente na sua missão e nos utentes, evidenciando também grande preocupação com
a sustentabilidade futura. Esse documento foi operacionalizado nos sucessivos planos de ação
anuais e respetivos orçamentos, sendo as ações, projetos, investimentos, rendimentos e
gastos monitorizados de modo regular, tendo por base as orientações estratégicas
estabelecidas e o contexto do país em cada momento.
Em termos de resultados, além de terem sido mantidas as respostas sociais e os serviços
prestados anteriormente, ao longo do triénio houve um incremento de serviços e utentes nas
respostas sociais, uma melhoria dos serviços prestados e das condições de atendimento dos
utentes, tendo sido possível investir em novos equipamentos sociais e na requalificação dos
existentes, na modernização de máquinas, equipamentos e frota, na formação profissional e
pessoal dos colaboradores, tendo também aumentado o número médio de colaboradores. O
índice de sustentabilidade financeira no final deste triénio é também superior e existem
diversas evidências relacionadas com a reestruturação da gestão organizacional, descritas no
Relatórios de Atividades e Contas, que indiciam um funcionamento mais eficiente e rigoroso
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