Pathos: revista brasileira de práticas públicas e psicopatologia 5º Volume - Page 49

PATHOS / V. 05, n.03, 2017 48

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REFERÊNCIAS

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Winnicott, D. W. (1975). O Brincar (A Atividade Criativa e a Busca do Self). In: ______ O Brincar e a Realidade (pp. 88 – 108). Rio de Janeiro; Imago Ed

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Winnicott, D. W. (2011). O primeiro ano de vida: Concepções modernas do Desenvolvimento emocional. In: ______A família e o desenvolvimento individual. (pp.3 - 20). São Paulo; Martins Fontes.

Notas

1 - Lispector, C. A hora da Estrela. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998

2 - Lispector, C. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1999

3 - O termo ‘pobre’ aqui empregado, foi reproduzido a partir da fala da paciente. Ela o utiliza na tentativa de representar o sentimento de carência emocional por ela percebido em diversas esferas de sua vida. Por distanciar-se dos objetivos deste trabalho, não desenvolveremos uma compressão dos aspectos socioeconômicos da exclusão social, mas reconhecemos a importância do tema e de estudos que se dediquem a ampliar o olhar sobre esta questão.

4- Segundo Winnicott a ideia de um self é proveniente do sentimento de realidade vindo do senso de ter-se uma identidade. O self equivale a experiência da unidade empírica da pessoa ao se relacionar com o mundo. Nos primeiros tempos de vida do bebê, quando este empreende uma ação criativa, sustentada pelo ambiente, surge simultaneamente a experiência do self e o encontro com o objeto, subjetivo. A experiência do self não pode ser compreendida como um eu interno, pois ainda não há dentro ou fora, o bebe, é uma unidade dual com a mãe, e a experiência do self só pode acontecer junto a este ambiente que o constitui. Ao longo do processo de amadurecimento serão proporcionadas a criança inúmeras experiências de self, que pouco a pouco poderão ser integradas. Ao findar o processo de amadurecimento, todas as experiências de self poderão ser agrupadas e integradas, levando a criança a diferenciar-se do mundo, e chegar assim a fase do “Eu Sou”. Winnicott acreditava que ao chegar a este estado de integração e conquistando a capacidade de preserva-lo a pessoa alcançava um aspecto central do seu desenvolvimento humano, que, a conduzia a sentir-se existindo enquanto pessoa. (Fulgêncio 2014, p. 191)