O queijo de coalho em Pernambuco: histórias e memórias - Page 89

A VALORIZAÇÃO DO QUEIJO DE COALHO DO AGRESTE DE PERNAMBUCO Foi o CEPLEITE quem chamou a atenção do poder publico e da sociedade sobre a entrada da Cochonilha do Carmim na bacia leiteira, praga responsável pela destruição de plantios de palma forrageira, base da alimentação animal da região. Em maio de 2009, foi criado o Gabinete da Palma, para articular e promover ações de combate a Cochonilha do Carmim. No final de 2011, por falta de recursos financeiros, o Gabinete da Palma, apesar da sua grande importância para os produtores e para o setor, veio perdendo força. Em 2012, houve uma seca extremamente forte, deixando os produtores sem forragem e, em alguns casos, sem água. A ausência da palma, resultante da presença da Cochonilha do Carmim, foi um agravante. Consequentemente, os membros do CEPLEITE e o setor produtivo pas- saram a requerer que sejam retomadas as atividades de distribuição de palma resistente para plantio. Objetivam também que esteja estruturado, de fato, o Gabinete da Palma, visando atender as demandas dos produtores, associações, cooperativas e municípios. Em dezembro de 2011, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Instrução Normativa 57 sobre o período de maturação dos queijos artesanais, tradicionalmente elaborados a partir de leite cru, visando inserir a atividade pecuarista tradicional nas atividades comerciais nacionais e internacionais. Todavia, a Normativa tinha sido prevista para queijos mineiros e não se adequava a realidade nordestina e de Pernambuco. Nesse contexto, foi o CEPLEITE quem solicitou, em 2012, por meio de uma carta coletiva encaminhada a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), no âmbito da Câmara Setorial do Leite, em Brasília, a revisão da Normativa para adequação à realidade dos demais Estados brasileiros. A partir dessa demanda, foi criado, dentro do Mapa, um Grupo de Trabalho para tratar dos queijos artesanais. O CEPLEITE participa ativamente desse grupo em Brasília, que propôs uma estratégia para atender a curto prazo os Estados que já possuem cadeias produtivas mais organizadas, como é o caso de Minas Gerais e alguns outros, como Pernambuco, e uma estratégia de longo prazo para criar uma lei nacional específica sobre o caso. Para viabilizar a primeira estratégia, foi publicada a Instrução Normativa 30, no dia 07 de agosto de 201386, que 87