Nómadas 02 - Page 19

não causar muitos distúrbios. Instalei-me, verifiquei o vento e esperei. Como sou canhoto, montei o tree stand de maneira a que a comida ficasse do meu lado direito para que não tivesse de fazer muitos movimentos. Os listados apareceram ainda com a luz do dia, como faziam nos 10 dias anteriores. Sem me mexer fui apreciando o jantar dos pequenotes e imaginava-me a abrir o arco tradicional e a soltar uma flecha naquela noite. O dia deu lugar à noite e a lua brilhava bem, mas eu tinha um problema. O cevadouro estava na sombra das árvores! Só me restava esperar que a lua, à medida que fosse subindo me iluminasse o cevadouro. Não aconteceu! Entretanto, no mato oiço um sopro. Os listados dispersam e consigo nesta altura acompanhar o movimento do cerdoso pelo som do andar. Só a cabeça saiu do mato para a primeira inspeção do local. Coitado, um javali maior vinha atrás e dá-lhe uma valente trombada que o faz saltar para o limpo. Resmungam um com o outro e lá se entendem. Com muita cautela lá chegam ao cevadouro, já meio comido, olham para cima e fogem! Fiquei apreensivo por estar tão perto,