Nómadas 02 - Page 17

pelo desafio e desde então nunca mais fiz esperas de carabina. Com o compound cobrei muitos javalis e outros animais. Em Fevereiro deste ano, numa espera, quando abri o arco para confirmar se estava tudo bem, uma das palhetas partiu! Tinha comprado uns meses antes um Samick Stingray 58” 55#@28 para caçar coelhos de salto e, enquanto não chegaram as palhetas novas do compound, fui treinando com o recurvo. Comecei a perceber que o desafio era ainda maior e que tinha muito para aprender. Foi então que me dediquei aos tradicionais. Este Samick era demasiado potente para o meu início mas acima de tudo era curto (58”). Procurei conselhos nos blog’s da especialidade americanos e percebi que, devido à minha abertura de 29”, este arco era pequeno. Comprei um Black Widow PSA V 60” 53#@28 usado a um caçador americano, comprei flechas novas (12 CE Heritage 250 (11 gpi) porque pretendia no mínimo 10 GPP), insert’s de latão de 100 grains, penas de 5”, wrap de 9” e um kit de pontas de treino de vários pesos. Empenei 3 flechas e afinei o arco pelo método do bareshaft. O resultado foi flechas cortadas a 29,5” com uma ponta de 150 grains dando um total de 623 grains, 11 gpp e um F.O.C de 17%. Uma vez afinado e encontrado o peso de ponta foi uma questão de escolher a ponta de caça. Depois de muita pesquisa comprei VPA Penetrator e GK Silverflame, ambas de 150 grains. Durante 4 meses treinei num fardo de palha em branco para que o meu subconsciente memorizasse os diversos aspetos do tiro com arco tradicional. Back tension, braço do arco, puxada, ancoragem, etc, tudo isto foi trabalhado diariamente até construir confiança