Master of Simplicity Magazine #3 Maio/Junho 2017 - Page 61

M.O.S.: Fale-nos sobre o momento em que fotografou a obra vencedora.

V.M.G.: Esta imagem foi obtida durante um passeio em uma região do interior do estado de Minas Gerais, no Brasil, na cidade de Diamantina, em um vilarejo conhecido como Biribiri. O interessante desta imagem foi que estávamos, eu e minha família, num passeio em uma região de cachoeiras, com belezas naturais magníficas, sendo que os olhos buscava a grandiosidade quase que

instintivamente: águas fantásticas, um relevo único, uma mescla de pedras ancestrais e vegetação imponente. Eis que numa pequena trilha esta pequenina flor mostrou-se singela, porém poderosa, em meio à vegetação. Captou meu olhar imediatamente. Uma beleza pequena, simples, quase solitária, mas que ao aproximar-nos, mostrou-se magnífica.

M.O.S.: Para quem não é fotógrafo, como se identifica simplicidade nas imagens?

V.M.G.: A simplicidade salta aos olhos daquele que vê simplicidade. Mesmo que não seja um fotógrafo, se uma pessoa treina seu olhar para enxergar o simples, e mais, percebe a importância do simples na vida, no dia a dia, enxergará a simplicidade nas imagens.

M.O.S.: Qual o seu conselho para alguém que está procurando simplicidade nas fotografias que faz?

V.M.G.: Aprendi com amigos fotógrafos que um bom fotógrafo busca um enquadramento em tudo que vê. Ele chega em um lugar qualquer e seu olhar visualiza as cenas como que através do visor da câmera. É um hábito que se adquire e chega ser engraçado em alguns momentos... Procuro enxergar a vida como em cenas, assim como vejo cenas e imagino a vida. O que buscamos se reflete em nosso trabalho. Se conseguirmos adotar a simplicidade, buscá-la e enxergá-la no dia-a-dia, conseguiremos reproduzi-la em nossas fotos.

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Todas as fotografias contidas nesta entrevista

são da autoria do próprio entrevistado, ficando restrito

o seu uso e divulgação sem a autorização do mesmo.