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Para a estadia: entre as várias opções, destaco o Hotel Museu. Sem dúvida a melhor unidade hoteleira local. Situado junto ao rio Guadiana, o hotel alberga um núcleo museológico: o denominado “Arrabalde Ribeirinho” – uma pequena aldeia islâmica cujo espólio, hoje patente ao público, foi descoberto durante a construção das fundações do edifício. O pequeno “recinto” – onde as ruínas se localizam – situa-se no andar inferior do hotel mas é visível a partir da receção. Um ambiente clean, de decoração intemporal, onde o bom gosto e o conforto imperam. Há uma tranquilidade especial neste hotel: somente os sons da natureza invadem o espaço, transportando descontração e bem-estar. Para além dos espaços físicos, o hotel disponibiliza uma série

de atividades náuticas e de contato com a natureza, colocando à disposição dos clientes canoas, caiaques, bicicletas e passeios no rio numa pequena embarcação.

Da janela dos quartos virados a sul é possível ver a velhinha “Torre do Relógio” – o ex-libris de Mértola, um dos monumentos mais bonitos da vila e porventura o mais vezes pintado e fotografado. De noite ou de dia, a emblemática obra, junto à muralha virada ao rio, não passa despercebida. Para além deste símbolo arquitetónico, outros se impõem no velho burgo: o castelo e a igreja matriz. Há um mundo de outrora nas ruelas íngremes e estreitas da “vila velha”, que vale a pena descobrir e conhecer. Um património histórico e cultural único que torna Mértola uma vila especial para namorar no dia de S. Valentim (e não só).

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Nº 2 - Fevereiro, 2016