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Nº 9 - Agosto 2017

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Os filmes de negativo fotográfico tinham a informação marcada na caixa (100/200/400 ASA). No modo digital, o ISO é o campo onde podemos indicar a sensibilidade que pretendemos usar para a fotografia.

Mas como é que funciona esta coisa estranha chamada ISO? E para que serve afinal? A escala de ISO mais comum inicia no ISO100 e vai até números mais elevados, dependendo das câmaras e dos sensores. Quanto menor for o número do ISO, menor será a sensibilidade da máquina à luz, e desta forma podemos usar velocidades de obturação mais lentas ou aberturas de diafragma maiores. No entanto, há um senão: quanto maior for a sensibilidade (ISO mais elevado), maior será a disposição da máquina para criar ruído. O ruído é também conhecido por grão, sendo usual dizermos que a fotografia ficou com muito grão (ruído).

Exemplo do ruído na foto:

No entanto, em pós-processamento é possível eliminar parte desse ruído com a ajuda de software, embora por vezes possamos querer dar exatamente esse mesmo aspeto à fotografia.

Para quem, como eu, anda sempre de máquina fotográfica atrás, mas por vezes não transporta o tripé, dominar esta variável do ISO pode ser a diferença entre fazer uma fotografia noturna ou não. Se o motivo que eu pretendo fotografar está numa zona escura, eu tenho de imobilizar a câmara durante alguns segundos, para garantir um tempo de exposição de alguns segundos. No entanto, e como referi, a sensibilidade da câmara à luz é determinada pelo ISO. Por isso, ao aumentar o valor do ISO estou a aumentar a sensibilidade da câmara à luz, que é algo que me permite obturações mais rápidas, no entanto com mais ruído.