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Nº 9 - Agosto 2017

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Sobre esta experiência Salvador afirma que o ajudou a lidar com os nervos e com o público, mas que é algo que não voltaria a repetir.

No entanto, a música esteve sempre presente na sua vida, e acabou por rumar aos Estados Unidos e mais tarde a Maiorca e Barcelona. Em Barcelona ficou quatro anos e estudou jazz na prestigiada escola Taller de Musics.

Em 2016 regressou a Portugal e apresentou o seu primeiro álbum "Excuse Me", editado pela Valentim de Carvalho, que acabou por ser o resultado das viagens que fez e das influências que o cantor recebeu das suas inspirações musicais de sempre.

O disco tem a coprodução musical do pianista Júlio Resende, do compositor venezuelano Leonardo Aldrey e do próprio Salvador Sobral, tendo ainda um tema original - “I might just stay away” - de Luísa Sobral.

Até abril de 2017 pouco mais se sabia sobre Salvador Sobral, que foi dando os seus concertos sem grande alarido.

Quando a música “Amar Pelos Dois”, da autoria da sua irmã e por si interpretada no Festival da Canção, foi eleita a representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção, em Kiev, muita tinta correu sobre este artista, até então quase desconhecido, não só pela escolha controversa desta música, que era considerada “pouco festivaleira”, mas também pela postura e, sobretudo, pela saúde do Salvador.

No início, poucos acreditavam num desempenho melhor que o dos representantes portugueses anteriores.

No entanto, o favoritismo dado a este tema, nas casas de apostas e um pouco por todo o mundo, começou a fazer com que os portugueses tivessem uma pequena esperança de obtermos uma melhor classificação. E quando o Salvador passou à final, o desejo de vencer começou finalmente a desenhar-se e a ganhar força. Afinal, porque não?