Inominável Ano 2 Inominável Nº8 - Page 14

por Alexandre Alvaro

O baseball é um dos melhores exemplos. O baseball de hoje em dia é visto, mesmo por quem o segue, como uma das competições mais chatas do mundo. Eu, que papo tudo o que é desporto (eu até vejo os tipos do curling a atirar umas pedras ao longo de um ring de gelo), já tentei ver baseball e sou incapaz. Lembro-me de ter lido há uns tempos um artigo curto e directo com 7 maneiras para fazer do baseball um desporto mais watchable, mais espectacular: encurtar a época (actualmente 40 jogos por equipa) mas aumentar os playoffs, limitar o número de substituições, diminuir a altura do monte do pitcher, entre outras. Tanto quanto sei, nada disto foi ainda posto em prática e o baseball continua, teimosamente, chato.

O antijogo, no caso do futebol e dos desportos de tempo corrido, é outra razão (muito forte, na minha opinião) para mudar uma regra: introduzir castigos pesados a quem o pratica (difícil de provar em alguns casos) ou passar o desporto para o modelo americano e parar o relógio quando o jogo pára também (muito difícil de aplicar por ser uma mudança tão drástica).

Na sua grande maioria, as alterações a regras são feitas para eliminar polémicas que surgiram com o crescimento da tecnologia nas transmissões e que podem, coincidentemente, ser resolvidas por essas mesmas tecnologias. Na NBA já há muito que as imagens televisivas são utilizadas pelos árbitros mas, para

Reformular um desporto

a introdução do vídeo-árbitro

São muitas as razões que podem levar um organismo que tutela um desporto a mudar, por vezes drasticamente, as regras de uma modalidade. Sejam elas quais forem, têm de ser muito fortes e consensuais: o desporto é dos meios que mais vai resistindo ao passar do tempo, excepção feita à sua componente financeira.

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