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Porque é que optaram pelo gospel?

Na sua maioria os cantores do Shout!, à semelhança da Sara, tinham influência da Igreja Evangélica, e embora o Gospel não fosse um estilo de música muito ouvido ou consumido em Portugal, era muito promovido na Igreja. O teor da mensagem inspiradora, assim como a atitude com que era transmitida, era transversal a todos os cantores do Shout!. A influência dos coros Gospel vinda dos Estados Unidos e a possibilidade de “brincar” com tantas vozes foi um desafio.

Consideram que o Gospel é um estilo ainda pouco ouvido e valorizado em Portugal?

Sim! Por tradição Portugal não é um país consumidor “natural” do Gospel. É um estilo de música mais utilizada e conhecida no universo da Igreja Evangélica onde, aí sim, é mais familiar. No entanto, nestes últimos anos, com o aparecimento de outros coros Gospel portugueses e por outras influências externas musicais, começou a ser um pouco mais valorizado. Sinceramente, achamos que contribuímos muito para que isso acontecesse, o que muito nos agrada.

Paralelamente ao vosso trabalho a nível dos Shout! têm colaborado com outros artistas portugueses na criação de arranjos para temas desses mesmos artistas. Conseguem destacar uma dessas colaborações que mais prazer vos tenha dado em participar?

É impossível destacarmos apenas uma delas. Todos os artistas com quem temos colaborado são grandes nomes da música portuguesa e músicos que admiramos, tais como Boss Ac, Rui Veloso, Ala dos Namorados – cujo tema “Caçador de Sóis” foi nomeado para tema do ano 2015 –, João Gil, etc. Não podemos no entanto deixar de salientar a colaboração com a cantora beninense Angélique Kidjo no Rock in Rio. Esse foi de facto um momento especial para nós!

Que balanço fazem destes 20 anos de carreira? O que é que ainda gostariam de concretizar?

Tem sido um processo de crescimento e aprendizagem constantes. Ao longo destes 20 anos fomos evoluindo como grupo e individualmente, fazendo do Shout! aquilo que é hoje. O balanço é bastante positivo, mas claro que queremos muito mais. Talvez um concerto no Meo Arena, ver um dos nossos temas associados a uma grande marca portuguesa, ou sermos reconhecidos internacionalmente... Acho que todos nós queremos sempre mais!

Vem aí o vosso quinto álbum. Como é que caracterizam este novo trabalho? Que mudanças nos traz?

Este próximo disco dá continuidade à nossa evolução como artistas. Tem sido um percurso natural e sentimos necessidade de voltar a gravar originais. As várias influências que temos e a nossa identidade como grupo acabaram por se ir revelando e resultaram neste conjunto de músicas que estamos a gravar. É certamente um álbum diferente daquilo a que acostumámos o público e estamos ansiosos pelas reações.

Já têm alguma data prevista para o lançamento deste trabalho?

Queremos trabalhar estes novos temas com calma e sem a pressão de termos uma data para lançamento do disco. Mas será em 2017!

Muito obrigada pela vossa disponibilidade!

Podem saber mais sobre os Shout! em:

Página oficial e Facebook.

Nº 5 - Dezembro 2016

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