Edição 566 Fevereiro/Março 2018 - Page 8

F ó r u m d a E n g e n h a r i a / M e r c a d o Inter Construtora se integra à listagem da Bovespa Mais A mineira Inter Construtora, com sede em Juiz de Fora, passou em março a integrar a listagem da Bovespa Mais, dando passo importan- te para fazer oferta pública de ações (IPO) na B3. “Vamos ainda aguardar as definições do cenário político este ano e da retomada econômica, para fazer o IPO”, explica Cid Maciel Monteiro Oliveira, que assume em abril o cargo de CFO e Relações Institucionais da Inter Construtora. Segundo ele, a oferta de ações deve ocorrer no ano que vem. No entanto, o executivo destacou a importância da efetivação da construtora na lista da Bovespa Mais, que permite as empresas inte- grá-las sem necessariamente fazer oferta imediata de ações: “Prova transparência, governança e padrões rígidos, com regra interna e compliance. Isso facilitará nossa entrada no mercado de capitais”. A Inter iniciou suas atividades em 2008 e suas obras se concentra- vam em condomínios de alto padrão. Atualmente, a empresa só traba- lha com habitação popular verticalizada, dentro do programa Minha Casa Minha Vida, nas faixas 1,5, 2 e 3. “Nossa atuação no mercado é regida pela velocidade e qualidade no produto final”, diz Cid. A empresa, com atuação consolida na Zona da Mata em Minas Gerais, mira mercado em outras cidades fora desse eixo, como Ube- raba (MG) e interior de São Paulo. Seu projeto de expansão geográfi- ca inclui localidades acima de 300 mil habitantes. Em 2017, a Inter Construtora teve faturamento de R$ 140 milhões. Hoje, conta com 1.200 colaboradores entre próprios e terceiros. (Augusto Diniz) Especializada em automação foca no segmento de energia A Allcontrol Engenharia expandiu sua atuação no mercado. Fundada em 2010, a empresa mineira era inicialmente muito focada em automa- ção industrial. Um dos passos foi em direção ao segmento de energia. “Identificamos necessidade de expansão do portfólio de serviços devido à desaceleração da economia, principalmente no mercado industrial nos últimos anos. Ao mesmo tempo, percebemos que o segmento de energia no Brasil, com destaque para as energias reno- váveis, apresenta crescimento constante a cada ano”, afirma Leandro Martins, engenheiro de controle e automação e sócio da Allcontrol Engenharia. “Também entendemos que, para o mercado industrial continuar se expandindo, é de extrema importância que o setor ener- gético cresça para suprir a demanda e acompanhar o crescimento”. Leandro Martins é um dos novos sócios da empresa e foi cha- mado justamente para alavancar o mercado de energia, de acor- do com Ronaldo Vieira, sócio fundador e presidente da Allcontrol. Atualmente, em parceria com a empresa Tecnova Engenharia, res- ponsável pelo EPC do fornecimento de subestação compacta de energia GIS, que vai abastecer o empreendimento Brookfield To- wers em São Paulo (SP), a Allcontrol realiza a montagem eletrome- cânica e automação da subestação. A GIS (gas insulated substation) é uma subestação compacta iso- lada a gás e por este motivo consegue ocupar espaços menores se comparada às tradicionais de mesma potência. O Brookfield Towers contará com uma subestação compacta de 138 kV alocada em um prédio de três andares. A Allcontrol está executando além da mon- tagem eletromecânica da GIS, toda a interligação de cabos, painéis, cubículos e transformadores. De acordo com Leandro, a subestação compacta isolada a gás é uma forte tendência de mercado. Bureau Veritas passa a oferecer conformidade para o PPI O Grupo Bureau Veritas passou a oferecer conformidade de estudos de viabilidade, dos projetos de engenharia, das execuções das obras de infraestrutura e das operações dos empreendimen- tos contratados, de acordo com a regulamentação de inspeção da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SSPI), ligada ao Governo Federal. A empresa certificadora terá sua atuação acreditada pelo In- metro. “A prática resgata a confiança do setor no desenvolvimen- to de projetos”, explica Luiz Buff, vice-presidente de Construção & Infraestrutura do Grupo Bureau Veritas para América Latina. A companhia já realizava os serviços no mercado, mas agora se centra em oferecer um conjunto de atividades no âmbito do PPI que, de acordo com Luiz, poderá contribuir para assegurar aos projetos mais qualidade técnica, atendimento aos requisitos, minimização de riscos e avaliação da capacidade técnica, dentro do que o contrato contemplar. “O trabalho é essencialmente de avaliação técnica, para con- cessionárias antes ou depois de leilões”, diz. A certificação po- 8 | | F e v e r e i r o / M a r ç o 2018 derá facilitar financiamento, obtenção de licenças, entre outras demandas junto a vários agentes. Porém, a regulação da SSPI ainda não é obrigatória às em- presas, mas já vem sendo adotada em alguns editais de licitação. O Brasil é o quinto mercado da multinacional francesa Bureau Veritas. A empresa mais do que centenária é especializada em teste, inspeção e certificação (TIC), e desde 2012 diversificou sua atuação no Brasil. Antes, muito concentrada no segmento de óleo e gás, passou a ter força em outras áreas, como infraestrutura e construção. A aquisição pelo Grupo Bureau Veritas do Sistema PRI, em 2014 - hoje, com a integração consolidada -, foi um passo impor- tante para esse crescimento, segundo o engenheiro. A companhia francesa tem já há alguns anos, feito várias aquisições pelo mun- do para fortalecer seu portfólio. Atualmente, a Bureau Veritas trabalha no Brasil na revisão, viabilidade e licenciamentos, engenharia de valor, fiscalização e gestão de projetos. (Augusto Diniz)