Edição 562 Julho/Agosto revistaOE562_V2b_11OUT - Page 70

C o n s t r u ç ã o I n d u s t r I a l cargas), especialmente projetados, percorram as extensas planta- ções de eucalipto da região. Segundo a empresa, isso representará a retirada de 30% de caminhões das estradas locais para transpor- te de toras de madeira à fábrica para produção de celulose. A base fl orestal para abastecer a nova linha de produção da Fibria está assegurada e fi ca em um raio máximo de 100 km de distância da unidade industrial. O escoamento da produção de celulose para exportação a par- tir da unidade da Fibria em Três Lagoas ocorre por trem. Quando a primeira linha de produção da Fibria foi instalada, a linha férrea que corta o município e ruma ao porto de Santos (SP) passou a ser usada para escoamento da celulose. A linha é de bitola métrica. Com a expansão da planta, o escoamento da produção da segunda linha se d ará de Aparecida do Taboado (MS), onde pas- sa outra linha ferroviária, também em direção a Santos, só que de bitola larga. Porém, a estrutura de trilhos de bitola larga per- mite que os vagões e locomotivas trafeguem com mais capaci- dade de carga e maior velocidade, em relação à bitola métrica. Assim, a carga de celulose que percorre hoje de caminhão da fábrica existente ao terminal da linha férrea de bitola métri- ca por cerca de 30 km, terá que seguir por aproximadamente 90 km a partir da nova planta em direção ao terminal intermodal em Aparecida do Taboado, pertencente a Fibria – e que estava previsto para ser entregue em julho – para o embarque na linha de bitola larga. Um ramal ferroviário de 1,5 km foi construído neste terminal intermodal. 68 | | J u l h o /A g o s to 2017 TERMINAL EM SANTOS No porto de Santos, a Fibria já opera os terminais 13, 14 e 15. Agora, com maior recebimento de carga, ela usará também o termi- nal 32. A entrega desse terminal novo se dará em novembro de 2017. Esta obra está sendo conduzida pela Kern, empresa da HTB, que também atuou nas obras civis da planta de Três Lagoas nas ilhas de secagem e pátio de madeira, incluindo bases, fundações, pisos, subsolos e fechamento do prédio de secagem. Foi a atuação dela na nova unidade industrial, contratada pela Andritz, que levou a Fibria a contratá-la a executar as obras do terminal em Santos. O novo terminal inicialmente passaria por um processo de retrofi t e ampliação, mas depois de estudos da HTB, foi sugerido a Fibria a sua completa demolição e construção de um novo galpão, com investimento menor, inclusive. A obra do terminal para recebimento de carga ampliada da Fibria em Santos, fruto da ampliação de sua unidade industrial, tem prazo de entrega de 10 meses. O galpão terá área construí- da de 35 mil m² e uso de 17 mil m³ de concreto. SOBRE A FIBRIA A Fibria conta com unidades industriais localizadas em Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Três Lagoas (MS), além de Eunápolis (BA), onde mantém a Veracel em joint-operation com a Stora Enso. A celulose produzida pela Fibria é exportada para mais de 40 países. Com a nova linha de produção, a Fibria passará de 5,3 milhões de t de celulose/ano para mais de 7 milhões de t de celulose/ano de capa- cidade instalada, somando-se todas as suas operações.