Desporto&Esport edição 5 - Page 60

Antonio Pedro Silva, Fisioterapeuta desportivo contato@desportoeesport.com A prática do ténis ao mais alto nível envolve uma grande variedade e variação de movimentos, muitos deles repentinos e de grande altercação, que necessita de uma coordenação, agilidade e potência muscular acima da média e acima do que é exigido na grande maioria das modalidades. A isto junta-se ainda épocas longas, para os top 100 estamos a falar de pelo menos 10 meses de competição interrupta – entre treino e torneios, de janeiro a Outubro. As lesões são inevitáveis. Aliás, as lesões nos membros superiores, as que têm um maior grau de incidência, são na sua grande maioria resultado de sobrecarga de esforço. E, num desporto tão tecnicista como o ténis, muitas lesões aparecem também devido ao uso de uma técnica inadequada. Um bom exemplo, é Greg Rusedski, que tinha como principal arma o seu serviço supersónico que lhe valia a vitória em muito encontros, mas que ao longo dos anos lhe tinha deteriorado a sua condição física e fazia com que sofresse inúmeras dores nas costas. Felizmente ele soube adaptar-se e modificou a forma como executava o seu serviço sem que 60 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com este perdesse qualidade. E, existem ainda alguns fatores, que enganosamente podem aparentar ser pouco relevantes, mas mostram-se decisivos, como são bons exemplos: o tipo de empunhadura na raquete, a tensão utilizada nas cordas (vibração), o desequilíbrio muscular e elevada força de preensão manual. O próprio piso influencia diretamente o tipo de lesões. Os pisos mais rápidos geralmente são de material sintético ou cimento. Para aqueles que jogam regularmente neste tipo de pisos, as lesões de membros inferiores são mais frequentes dos guarda-redes, entre outros fatores similares a estes. Ou seja, erros não forçados, como se diz no ténis.