Date a Home Magazine | Jul / Ago / Set 2014 - Page 99

Nasceu e cresceu em Coimbra. Hoje que viaja pelo mundo o seu coração continua a habitar aqui?

Coimbra é o lugar a que chamo de casa.

Coimbra é o meu ninho, onde me sinto protegida a 100%, não só quando estou com a família mas também quando me reúno com os amigos de sempre, os amigos que me conhecem desde miúda e para quem o facto de ser cantora é uma caracter-ística que não influencia aquilo que sou e sempre fui para eles, nem o modo como se relacionam comigo.

É sempre motivo de alegria para mim ir, regular-mente, a Coimbra para passar tempo de qualidade com os meus pais, irmãos, padrinhos, sobrinhos e amigos.

Em Coimbra não tenho hora marcada.

Disfruto do meu tempo, sem correria, sem pressa.

Na sua opinião o que torna Coimbra numa cidade especial?

Para mim, definitivamente, o facto de aí encontrar a minha verdadeira família (de sangue e de cora-ção).

Se lhe pedíssemos que elegesse um local mágico em Coimbra para os nossos leitores visitarem qual seria?

Terei que dizer a Quinta das Lágrimas, onde brin-quei muito em miúda e que é parte integrante e importante da história de Coimbra.

Para mim também tem um sentido especial porque

fui protagonista da ópera “Inês”, no Canadá, no papel de Inês de Castro.

Diria também a Sé Nova onde, por ter sido escu-teira, passei muito tempo e fui muito feliz.

A Inês considera-se uma pessoa romântica?

Muitíssimo. (Risos)

Acredita em relações apaixonadas entre as pes-soas e as suas casas?

Claro! E eu ainda ando à procura da minha "casa-metade".

A casa onde estou agora é apenas um local de passagem, mas nem por isso descuro a decoração e o sentimento de ali bem-estar.

O mundo foi, durante 2 anos consecutivos, a minha casa. Antes de partir para essa aventura vendi a minha primeira casa e agora, com calma, estou à espera de me apaixonar de novo.

Não sou muito de amarras.

Se tivesse que escolher uma música para dedicar à sua casa qual seria?

É um pouco cliché mas “Home” do Michael Bublé.

Porque adoro viajar mas o momento de voltar a casa é sempre especial.

Uma das novas facetas da sua vida profissional está ligada aos cruzeiros da Portuscale Cruises, onde é Diretora de Entretenimento. Esta função é o casamento perfeito entre a sua faceta de artista e cantora e a sua formação em Produção de Espetá-culos?

Sem dúvida. É mesmo isso. Movo-me nas minhas áreas de paixão. A música, a produção e as viagens. É perfeito.

O que mais influencia o seu espirito criativo, os locais por onde viaja ou o local onde estão as suas raízes?

Os locais onde ainda não estive. A constante procura e o desafio do novo são o que me inspira.

Escreveu e editou um livro, “Não me Roubes a Alma”. Fale-nos um pouco sobre este projeto…

Não me Roubes a Alma, é um livro de uma cantora, que não se considera nem escritora nem fotógrafa, mas sim alguém que tem o dever cívico de ajudar quem mais precise.

Através do privilégio que tive em viajar pelo mundo todo pretendo, contando a minha experiência, dar o meu pequeno contributo com um livro que reverte em 50% para o Instituto de Apoio à Criança e a Associação de Apoio à Criança de Guimarães.

Está a viver o sonho da “menina de cabelo rapado"

Entrevista | Arrendar Coimbra Com Paixão | REGIÕES

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