Date a Home Magazine | Jul / Ago / Set 2014 - Page 89

e que justificam a fundação do hospital, e que tem a ver com a tentativa do poder da coroa na altura de travar o avanço dos Monges de Cister que estavam aqui muito próximos, em Alcobaça e que vinham avançando. Assim criar aqui um hospital gerido pela coroa criava um grande centro de poder. Ainda hoje existe uma "competição" digamos assim, entre o poder do município e o do hospital, daí este amor/ódio. E o museu permitiu-nos conhecer este lado da história.

É um museu muito visitado?

Sim, nós temos cerca de 25 mil visitantes anuais. Não são só ao museu, as visitas incluem é claro todo núcleo de que faz parte o museu, o Hospital Termal, a Igreja da Nossa Senhora do Populo e a Capela de S. Sebastião, o Parque e a Mata Rainha D. Leonor. E são estas visitas que dão resposta aos visitantes ou aos próprios habitantes quando procuraram conhecer a história das Caldas da Rainha. Portanto obviamente este é um museu que tende a crescer e a ter uma maior afirmação.

O Museu do Hospital e das Caldas dispõe de um pequeno atelier onde se efetuam alguns dos tra-balhos de conservação e restauro de património à guarda desta Instituição. Há muitas peças a pre-cisar de restauro? Que técnicas são usadas?

Há uma conservação preventiva que vamos asse-gurando sempre, como por exemplo; a colocação das armadilhas para insetos no arquivo histórico, a limpeza regular de todas as peças, a verificação e controlo da humidade e da temperatura. E depois sim, vamos fazendo pontualmente aquelas conser-vações mais assertivas naquelas peças mais neces-sitadas, não estivéssemos nós num hospital não é? (Risos)

O clima do Oeste justifica um maior cuidado na preservação das peças?

Sim, sim e até a proximidade do Hospital Termal com as características destas águas, todo o ambi-ente sulfuroso e enxofre, muitas das peças que foram para o museu foram alvo de processo de conservação e restauro porque estavam perfeita-

Entrevista | Arrendar Oeste Com Paixão | REGIÕES

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