Cultura RPG Ano 01 - Page 34

O jogo delas

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women empowerment

Vivemos em um mundo onde as mulheres estão ganhando seu espaço cada vez mais, o que tem reflexos em todas as áreas da vida, inclusive no entretenimento cultural. Sobre o tema, entrevistamos Pâmela Ottoni, uma das jogadoras de RPG feministas mais influentes de Belo Horizonte.

por Priscilla Tôrres

Cultura RPG: Qual foi o seu primeiro contato com o RPG?

Pâmela Ottoni: Foi ainda criança, na casa de uma coleguinha da escola mas a aventura não foi pra frente. Me explicaram que era um jogo tipo ca-verna do dragão e o mestre rolava os dados atrás do escudo, foi fácil me envolver porque criança é sem-pre muito espontânea! Lembro que eu gritava muito sempre que aparecia algum monstro e o mestre ficava feliz demais, rolava meus dados e me da-va dano. Depois ele perguntava "Vo-cê gritou nessa hora?" "Eu nao, só observei de longe".

CRPG: Quais são os seus projetos atuais?

PO: Atualmente sigo informal-mente o RPGirls, estamos todas fo-cadas em outras coisas mas não pa-ramos de jogar. Seguimos jogando online enquanto eu moro em Rosário, na Argentina.

CRPG: Nos conte um pouco sobre o projeto RPGirls.

PO: O RPGirls surgiu dentro do Sé-tima Armada, tínhamos vontade de reunir o maior número possível de mulheres que jogavam e atrair mais jogadoras para o hobby. Fizemos uma edição com mais de cem jo-gadoras durante um domingo, todas as mesas foram narradas por mulhe-res e contamos também com mesas de boardgames. Foi muito divertido, trabalhoso e gratificante.

CRPG: Como foi seu primeiro contato com o clube sétima armada? O que o clube ajudou em sua vida?

PO: Eu conheci o setima armada pois encontrei um cartão numa jogat-ina de boargames, decorei o nome e busquei no Facebook. Foi a melhor

O abuso existe o tempo todo, cabe a cada um pensar nas próprias atitudes ou falas e refletir se está agre-dindo outra pessoa.