Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 64

CINEMA, DESTINATION IMAGE & PLACE BRANDING responsável pela imagem geral da cidade que englobava a comu nicação interpessoal, as relações com a imprensa, a imagem geral do projeto governativo, as mais variadas ações de marketing, promoção de eventos, ações de protocolo e relações públicas nacionais e internacionais (Teixeira & Guedes, 2014). Consequentemente, foi criada uma logomarca própria, que reflete uma marca forte da cidade, com um conjunto de novos elementos que vão passar a estar associados aos objetivos estratégicos da governação da cidade. A nova proposta de logótipo opera um corte com a linguagem presente no anterior, muito mais institucional (Teixeira & Guedes, 2014). Durante anos a fio, a cidade do Porto apareceu invariavelmente ligada à história do vinho com os seus barcos rabelos e todo o Douro vinhateiro, cuja expressão máxima conquistou visibilidade nas caves de vinho do Porto, que integravam todos os roteiros turísticos, a par de alguns monumentos como a Torre dos Clérigos, a Sé do Porto, as pontes, igrejas e um ou outro edifício mais emblemático. A partir dos anos 2000, já no contexto da globalização da sociedade de consumo, cresce uma preocupação com a marca, explorada como um grande reservatório de criatividade e talentos, nas mais variadas áreas de atuação. O fenómeno só começou a sentir-se com mais intensidade nos últimos anos, sobretudo com a importação do modelo low-cost, já experimentado na maior parte das cidades europeias. Toda esta estratégia passa a estar apoiada num misto de novas sensações, experimentação, novos conceitos artísticos, formatados pelas regras da publicidade, em relação aos quais ninguém quer ficar de fora, para não deixar nunca de estar “na moda”. Associada a esta nova aposta no segmento do Turismo, o Município do Porto estudou longamente uma forma de projetar o nome da cidade à escala global, já não associado a um projeto ou um produto, mas sim a uma oferta diversificada e única, cuja marca é sem margem para dúvidas o “Porto”, ou melhor a palavra Porto, em três aspetos essenciais: reconhecimento, sentido denotativo e conotativo, mais semântico (Teixeira & Guedes, 2014). E o que deve transportar? O que deve representar? O que deve significar? a) a Marca Porto deve apoderar-se do próprio vocábulo – palavra fácil de fixar e pronunciar - aproveitando tudo o que de distintivo e de sonante que já possui. b) a Marca Porto deverá transmitir ideias positivas para que, associadas a um design específico, possa gerar boas reações. c) a Marca Porto deve incluir o máximo de informação possível, através de acessórios, e assumir características mutantes, ajustando-se, assim, às 64 return to the content page