Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 63

PORTO. (PONTO) – A NOVA MARCA DE CIDADE No logo principal estava retratado o ex-líbris mais reconhecido, mas faltava-lhe personalidade, dinâmica e a vida excitante que o Porto adquiriu nestes últimos anos em que o turismo tomou conta da cidade, trazendo consigo muita vitalidade e acontecimentos culturais um pouco por toda a cidade (logotipo.pt) Por outro l ado, este conjunto de imagens torna-se menos eficiente, porque dá uma imagem borratada, ou melhor, fragmentada (Kavaratzis et al., 2010) que não corresponde à nova realidade da cidade. Como Magosse (2005) (Cf. Kavaratzis et al., 2010) aponta, isso resultou na necessidade de uma reconcetualização das identidades urbanas por meio da imagética da cidade. Esta prática não só é usada para vender a cidade e/ou projetos urbanos específicos para o mundo exterior, mas também serve para dar à cidade novos conjuntos de narrativas. Mas quais as narrativas que se tornaram dominantes ou hegemónicas e quais as que foram marginalizadas ou eliminadas? Magosse exige uma abordagem bottom-up para a imagética da cidade. Tal abordagem permite que as chamadas “vozes ocultas” apresentem as suas narrativas e permite o aumento da “inclusão” dos projetos relevantes. Mas para ter uma boa marca, uma cidade deve ser integrada, como é, por exemplo, Nova Iorque, conhecida como o berço do melting pot dos Estados Unidos. O que muitas cidades esquecem, na fase de planeamento, é que as parecenças são mundanas e aborrecidas e por isso as suas marcas são desconhecidas ou fracas. Um planeamento e um desenvolvimento urbano coesos são muitas vezes necessários e ficam sempre bem no papel, mas, para que as pessoas fiquem entusiasmadas por viver numa determinada cidade, tem de haver diversidade. Fundamentalmente, as cidades que fazem coisas diferentes e aceitam estilos de vida alternativos são aquelas que prosperam na cultura, nas artes, na ciência e na tecnologia (Winfield-Pfefferkorn, 2005). É esperado que a cidade assuma esta premissa e que evite reduzir a marca da cidade a um “símbolo” que associará a um conjunto atividades desconexas, sem qualquer intencionalidade estratégica. A cidade deverá ser capaz de construir uma identidade, de encetar os esforços necessários para conquistar uma boa reputação, contribuindo para a formação de perceções positivas a partir das quais os diferentes públicos formarão a imagem que a própria cidade deseja deter (Pereira, 2011). Assim nasceu a visão do Executivo Municipal sobre a cidade do Porto, enquanto espaço territorial e orgânico capaz de atrair permanentemente um modelo de qualidade de vida partilhado quer por residentes quer por visitantes. Levou também a que se começasse por centralizar toda a comunicação numa única direção, return to the content page 63