Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 52

CINEMA, DESTINATION IMAGE & PLACE BRANDING humanas (fundamentalmente na história e na antropologia), que se ocupa mais da memória coletiva do que das memórias individuais. A memória individual, como propriedade de conservar certas informações, remete para um conjunto de funções psíquicas, graças às quais o homem pode atualizar impressões ou informações passadas, ou que ele representa como passadas. Porém, toda a evolução do mundo contemporâneo, caminha na direção de um mundo acrescido de memórias coletivas. A história dita “nova”, que se esforça por criar uma história científica a partir da memória coletiva, pode ser interpretada como “uma revolução da memória”. História que fermenta a partir do estudo dos “lugares” da memória coletiva (Le Goff, 1924). Relacionando o passado e a identidade com os lugares, são as cidades históricas que melhor guardam a memória do seu povo. Apenas caminhando pelas ruas e vendo as construções é possível ter uma ideia de como a população vivia noutros tempos e conhecer o local de importantes acontecimentos históricos. A identidade da cidade histórica assenta no valor patrimonial das suas heranças, por outras palavras, os arquivos da memória. A cidade do Porto, cujas origens recuam à época romana do século IV a.C. (cmporto.pt), e que se confunde com a construção do país, tem um passado muito rico e distintivo e uma identidade muito própria, cuja memória é preservada por um coletivo orgulhoso da sua cidade que partilha com todo o Património Mundial. 3. Marketing ou branding Os antecedentes da atual investigação em city branding podem ser individualizados em torno de vários trabalhos seminais (Kotler & Levy, 1969; Pearce, 1977; Burgess, 1982). O debate sobre city branding resultou numa série de livros de referência realizados por estudiosos provenientes de diversas disciplinas: alguns adotaram uma abordagem de planeamento, outros uma abordagem de gestão de marketing, ou uma abordagem urbana, outros ainda uma de governação e políticas públicas e, finalmente, outros uma abordagem sociológica mais ampla (Lucarelli & Berg, 2011). Quando aprofundamos o conceito, percebemos que existe uma profusão de terminologia, semelhante ou dissonante, que precisamos distinguir. O gráfico (Figura 1) elaborado por Lucarelli e Berg (2011) mostra que o paradigma de marketing (lugar, cidade, destino e marketing urbano) é mais frequentemente 52 return to the content page