Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 20

CINEMA, DESTINATION IMAGE & PLACE BRANDING Quadro 1: Duas abordagens ao conceito de destino turístico Abordagem de gestão e marketing Abordagem sociológica Limites geográficos do destino - Há acordo sobre a importância - Um destino é um lugar sem fronteiras enquanto lugar geográfico; geográficas definidas, que vai surgindo - Não há acordo sobre as caracterís- num processo contínuo de interação ticas geográficas de um destino: o entre atores sociais que intervêm no destino é um lugar geográfico sem processo. fronteiras definidas, podendo assu- - Destinos são estruturas e imagens que mir diferentes escalas geográficas. resultam de práticas sociais. Conteúdo do destino - Sem um conteúdo determinado, po - - Aglomeração de serviços e atra- dendo incluir atrações, cultura, eventos, ções nucleares e periféricas; paisagens e serviços. - Dinâmico em relação procura turís- - Conteúdo dinâmico que modela o lugar tica. onde o turismo acontece. Cooperação no destino - Existe um entendimento implícito - Não é descrita a cooperação na área de sobre a necessidade de coopera- destino; ção entre os stakeholders; - Há referências sobre conexões e práticas - Não se discute o caracter e o signi- sociais, mas sem mais especificações ou ficado da cooperação para a criação detalhes. do destino Papel do turista - Visto como um consumidor, um - Visto como um consumidor e como um segmento ou um conjunto de ator social em busca de experiências; tipos; - A procura turística cria práticas sociais - As alterações no tipo de procura que formam o espaço turístico. alteram a estrutura e o conteúdo do destino. Adaptado de Framke (2002) Ao invés, é expectável que os turistas adotem uma representação social de destino turístico totalmente distinta, em que a delimitação geográfica dos territórios deixa de ser relevante. Há indícios claros de que os turistas percebem um destino como uma marca que engloba um conjunto de serviços e possibilidades de experiências (Buhalis, 2000). Noutros termos, os atores que representam a oferta partilham uma representação social de destino turístico que remete para um lugar descrito segundo os critérios da geografia física e adminis- trativa, como um território bem delimitado. E mesmo nos casos em que não exista consenso sobre as fronteiras territoriais de um dado destino, as coordenadas de GPS poderão sempre ser usadas como critério de demarcação. Em contrapartida, na representação social que melhor serve aos turistas, a noção de destino remete para uma geografia emocional, constituída por territórios mentais onde estão 20 return to the content page