Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 11

Os destinos turísticos têm sido abordados de uma forma muito simplista, como entidades territoriais contíguas, um pouco à semelhança do famoso puzzle digital Tetris, em que as inúmeras peças de formatos variáveis têm que “encaixar” umas nas outras por justaposição e contiguidade, sem deixar espaços vazios entre si. Em contraponto a esta abordagem, no primeiro capítulo, Francisco Dias e colaboradores adotam uma abordagem que faz lembrar o Cubo de Rubik, conceptualizando a noção de destino turístico como sendo o resultado da interação complexa entre fatores relativos aos territórios, aos mercados e aos consumidores. Com efeito, concorrem para a definição dos destinos turísticos inúmeros fatores que podem ser agrupados em três dimensões: • uma dimensão espacial: os destinos são concebidos a partir de diferentes escalas geográficas: local, regional, nacional e plurinacional e continental; • uma dimensão de mercado: os destinos são considerados a partir das experiências turísticas relativas ao consumo de diferentes produtos turísticos específicos - turismo cultural, turismo de sol e mar, turismo de montanha, turismo rural, ecoturismo, etc.; • uma dimensão humana (diversidade de motivações e expectativas, diferenças de poder de compra, visitas anteriores, compor tamento no local de destino, distância de casa para o destino, destino conjunto de escolha, diversidade cultural, etc.). Por conseguinte, avaliar a atratividade dos destinos é semelhante a saber como este complexo quebra-cabeça está sendo resolvido na mente dos consumidores. Nesse sentido, os autores descrevem uma nova metodologia para monitorizar o valor das marcas de destino. Sendo certo que a escolha dos destinos turísticos depende em grande medida do modo como estes estão (ou não) representados na mente dos consumidores/turistas, é inegável que as imagens dos return to the content page 11